Um dos goleiros mais marcantes da história do Flamengo, Raul criticou a estratégia da comissão técnica de Tite em fazer um “rodízio de goleiros” no time entre Agustín Rossi e Matheus Cunha, em entrevista à ESPN:
“O Flamengo está bem na parte financeira, mas vejo um Flamengo muito mal administrado no lado do futebol. Se tem uma equipe capacitada e competente nas finanças, tem um time muito fraco para administrar o futebol. As decisões tomadas foram erradas, e as consequências foram grandes, mesmo com algum sucesso, ganhou duas Libertadores. O time de 2019 era para ter sido campeão do mundo. Foram atitudes amadoras do time que dirige o futebol, o departamento é fraco. Não acompanha tudo que tem de bom no Flamengo. É uma pena“, lamentou o ex-jogador.
“O time fora de campo é responsável pelo dentro, é ele quem diz quem vai estar dentro. É o único senão. O retrato do time em campo é o retrato do departamento de futebol que comanda. Time de altos e baixos, inseguro, faz um jogo bom, no outro dia, jogo ruim. Você pode me dizer: ‘o time muda muito’. Não interessa. No futebol, por mais que você mude, o time tem um temperamento. Nós também mudávamos na nossa época, só jogamos com aquele time que foi campeão mundial três vezes. Mas o temperamento do time era um só. Uma coisa ou outra diferente, mas o clima era o mesmo. Esse time não, troca um jogador, e oscila muito”, disse Raul, antes de complementar:
“Vou dizer uma coisa aqui: parece uma coisa… Não vou nem falar infantil, porque infantil tem seu timing, tem seu valor. Não quero depreciar. É inacreditável, inacreditável ele fazer um revezamento. Se fizesse com um motivo forte, é aceitável, mas você trocar um goleiro? Eu sei que você sabe, mas só para a gente lembrar: o cara que faz o gol é importantíssimo, pode levar ao título… Mas você também pode ser campeão mundial com um 0 a 0. O gol é importante ser defendido também. É mais importante defender do que marcar“, disse o ídolo rubro-negro.
