A diretoria do Flamengo agiu na surdina e anunciou o zagueiro Pablo como reforço, e agora tenta atender mais alguns pedidos do técnico Paulo Sousa. O desejo do treinador português é que os dirigentes contratem jogadores para três posições em específico: goleiro, meio-campo e atacante. E se caso o clube carioca realmente conseguir fechar a contratação de um arqueiro, o “Romântico” terá que descascar um enorme abacaxi, ao contornar a situação de Diego Alves, que até pouco tempo era titular absoluto e agora pode virar a terceira opção na meta rubro-negra.
O camisa 1 é um dos líderes do elenco, tendo voz ativa no grupo tanto para coisas boas no dia a dia, como para aparar as possíveis rusgas entre o elenco e a diretoria, como em 2019 no episódio da premiação às vésperas da disputa do Mundial de Clubes. O atleta é um profissional exemplar e caso se confirme, terá que superar algo que nunca vivenciou na carreira: superar o desafio de retomar sua posição de titular absoluto depois de chegar ao posto de 3º goleiro.
Desde que chegou, Paulo Sousa teve uma conversa franca com os atletas. Deixou claro que ‘crachá’ não iria garantir titularidade. Iria respeitar as conquistas de cada jogador no campo, mas todos sairiam em igualdade na busca por uma vaga na equipe. E foi nessa que o jovem Hugo Souza acabou largando na frente de Diego Alves.
No início, a questão física do camisa 1 foi o principal fator para abrir a brecha que Hugo esperava. Diego sofria com incômodos musculares e demorou a jogar. Seu primeiro jogo foi no dia 16 de fevereiro, contra o Madureira, última partida antes da Supercopa do Brasil contra o Atlético-MG. Mesmo com a volta, Hugo seguiu com moral.
O outro jogo que Diego Alves foi a campo foi contra o Resende. No empate em 2 a 2, o camisa 1 cometeu falhas clamorosas. No primeiro gol, saiu mal, errou um soco e deixou o gol vazio para Emanuel Biancucchi marcar. No segundo, outra saída precipitada, que fez Jefferson ver o gol livre e só empurrar. Ao todo, foram 12 jogos, com Diego sendo utilizado em apenas dois. Mesmo com Hugo de titular, Paulo Sousa quer mais um goleiro, pedido desde o primeiro dia em que conversou com reforços com a diretoria.
Por conta de uma dificuldade de mercado, a peça ainda não chegou. Mas a diretoria corre atrás. Santos foi um nome que o departamento de futebol conversou, mas o Athletico Paranaense fez jogo duro. Segundo o vice de futebol Marcos Braz, João Paulo, do Santos, foi um nome que ‘não teve nada’. No entanto, o cartola, ao ser questionado sobre Santos, deixou claro que um nome para a função vai chegar, já que o clube abriu mão de Gabriel Batista e César.
“Existiu uma consulta, mas não existe absolutamente nada. A partir do momento que a gente libera dois goleiros no início da temporada, é fácil entender que a gente vai se mobilizar nessa direção”, explicou Braz.






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