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A dolorida derrota na final da Libertadores da América ainda é tema de discussão entre os torcedores do Flamengo. O meia belga Andreas Pereira foi o grande destaque negativo da partida diante do Palmeiras. O camisa 18 não conseguiu dominar a bola, ainda no primeiro tempo da prorrogação, deixando o caminho livre para que Deyverson ficasse cara a cara com Diego Alves, para fazer o gol do título da equipe paulista.

Ao ser substituído, aos 6 minutos da segunda etapa da prorrogação para dar lugar ao atacante Pedro, era visível o abatimento do jogador, que ficou desolado no banco de reservas. O ex-auxiliar técnico do Flamengo, Maurício Souza, revelou durante a sua participação no programa “Charla Podcast”, a reação do jogador logo após o apito final.

“O (vestiário) era um velório. O Andreas ficou muito arrasado. (…) Ele sabe que errou. Sabe que não teve erro coletivo. Foi um erro individual. Ele assumiu, sentiu muito. No dia seguinte, eu falei com ele. Ele era um dos grandes destaques do time, um dos que estava jogando melhor, carregando o time para a frente, pegando a bola, se movimentando. E aconteceu”.

Maurício ainda revelou que o Flamengo liberou o atleta de atuar no jogo seguinte, contra o Ceará, pelo Campeonato Brasileiro. Porém, Andreas insistiu e atuou em campo nos 90 minutos do confronto.

“Na sequência, tinha um jogo contra o Ceará, o clube liberou ele de jogar, ele ficou muito mal. Acaba que o erro que culminou da derrota saiu do pé dele. Não tem como falar. (…) Ele foi muito valente quando quis jogar contra o Ceará ainda abatido. Visivelmente. Eu perguntei se ele não queria começar no banco porque vai que a gente começa perdendo e eu preciso tirar ele. Como seria a reação da massa? Ele falou que não tinha problema, que queria encarar e que não teria problema para começar a jogar. A reação da torcida surpreendeu, mas acho que se explica pelo contexto da final.”

O ex-auxiliar do rubro-negro ainda valorizou o meio-campista, e disse que o jogador não merece ser atacado da forma que foi.

“O Flamengo não fez o jogo do ano, mas foi melhor que o Palmeiras. Foi um erro muito individual. Seria covardia atacar o garoto dessa maneira”, acrescentou.

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