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Andreas surpreende treinador que o viu começar na Seleção

Alexandre Vidal / Flamengo

O meia Andreas Pereira foi contratado por empréstimo junto ao Manchester United e rapidamente conquistou a vaga na equipe titular do técnico Renato Gaúcho. O camisa 18 foi um dos destaques do time na vitória por 2 a 0 diante do Barcelona de Guayaquil, pela primeira partida das semifinais da Libertadores da América. Nascido na Bélgica o jovem deu seus primeiros passos nas categorias de base do PSV Eindhoven, da Holanda, onde logo chamou a atenção do Manchester United. No entanto, o jogador ficou conhecido depois do vice-campeonato mundial com a seleção brasileira, em 2015. Rogério Micale, então treinador daquela equipe relembrou que se surpreendeu ao ver a capacidade técnica do meia no dia a dia.

“Os treinos eram muito interessantes porque ele tem uma bola parada excelente e é ambidestro. Lembro que uma vez no escanteio o Andreas me perguntou se eu queria que ele batesse fechado ou aberto. Eu falei: ‘Faz aberto, porque está com o pé contrário’. Ele me disse: ‘Mas eu posso bater fechado com a outra perna’. Falei para testar as duas. E a qualidade foi a mesma!”, contou o técnico, ao ESPN.com.br.

Ainda segundo o técnico daquela seleção, o atleta tem uma vantagem ao aliar qualidades de um jogador brasileiro com a disciplina tática dos jogadores europeus.

“Ele atendeu a todas as expectativas e mostrou e uma variedade de ações no campo muito grande. Ele sabe pensar o jogo e tem uma visão muito grande até pela formação que teve. Além disso, tem a ginga e a técnica dos brasileiros. Foi uma surpresa muito agradável”, afirmou.

Rogério Micale vai mais além e compara Andreas ao ex-meia rubro-negro Dejan Petkovic, autor do emblemático gol que deu o tricampeonato estadual em 2001 e um dos destaques junto com o Adriano na campanha do hexa, em 2009.

“Ele tem semelhanças de jogo com o Pet, é muito parecido nisso. Se existe uma referência hoje no Brasil para comparar com ele, é o Pet. É um jogador muito similar ao Pet. O chute dele de média distância é muito bom. O Andreas fez um belo gol na final do Mundial sub-20 contra a Sérvia, que jogava na retranca, depois de cortar por dentro e chutar”.

O treinador conta que só não chamou Andreas para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, porque o meia vinha sendo pouco aproveitado no Manchester United.

“Isso na seleção brasileira é complicado porque temos muitas opções. Era um jogador monitorado e tinha condições e qualidade para isso”. Para ver a entrevista completa, clique aqui.

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