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VP do Grêmio sobre presença de público em jogo contra o Flamengo – “Desequilíbrio técnico”

Divulgação

A tão sonhada volta da torcida em jogos do Flamengo no Maracanã está bem próxima de acontecer. A prefeitura do Rio de Janeiro permitiu a volta do público com embasamento no protocolo de segurança preparado pelo clube rubro-negro. Com a goleada por 4 a 0 em Porto alegre, o Mais querido tem uma grande vantagem para assegurar a vaga na semifinal. No entanto, o duelo está ameaçado justamente devido a presença dos torcedores na arquibancada.

O clube carioca emitiu um comunicado oficial na tarde desta quarta-feira (08), avisando sobre o não comparecimento na reunião na CBF com os outros clubes da Série A para debater sobre a volta dos torcedores aos estádios. “Desde que as autoridades públicas permitiram o retorno do futebol sem público, o Flamengo sustenta, de forma clara e inequívoca, que não cabe à CBF ou aos clubes deliberar acerca da existência ou não de público nos estádios, por não se tratar de matéria de sua competência desportiva”, escreveu o clube em nota oficial. E segundo informações veiculadas pelo jornalista Lucas Katsurayama, da Rádio Grenal, com a probabilidade dos torcedores serem liberados para a partida da próxima quarta-feira (15), o Grêmio foi aconselhado pelo seu departamento jurídico a não entrar em campo.

“CBF será avisada. Ou somos uma Confederação de Futebol ou não somos nada”, questiona o clube gaúcho. A CBF determinou que a presença de torcedores em duelos mata-mata só estaria liberada caso ocorresse em ambas partidas. Na Arena do Grêmio, não foi autorizada a entrada de público. “De forma coerente com o que sempre defendeu, o Flamengo ajuizou uma medida cautelar perante o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) visando obter uma decisão que reconhecesse que não cabe à CBF interferir na questão extracampo e sanitária que é a retomada de público nos estádios”, diz ainda a nota do Mais Querido.

O vice-presidente de futebol do Grêmio, Marcos Herrmann, cobrou isonomia, apontando para um suposto favorecimento ao Flamengo caso o público seja liberado. “O que vale para um, tem de valer para o outro, seja na Copa do Brasil, seja no Brasileirão. Senão tem desequilíbrio técnico”, afirmou o dirigente.

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