E as declarações polêmicas envolvendo a política do Flamengo ditas no programa “Seleção SporTV” pelo lateral Rafinha, que declarou ser vítima de uma guerra política no clube caiu como uma bomba nos bastidores do clube. Tanto que em entrevista ao canal “Debate Rubro Negro” um dos acusados pelo atleta, o vice-presidente de relações externas Luiz Eduardo Baptista, o Bap rechaçou todas as acusações do jogador dizendo que o único motivo para a não concretização do negócio foi estritamente financeiro.
“Essa tentativa de se criar uma narrativa diferente visa esconder a realidade. A pandemia afetou de maneira dramática, já é uma realidade. Fizemos o orçamento com premissas desafiadoras, todos no clube sabem. Não podemos assumir novos compromissos. Esportivamente, o Rafinha é uma unanimidade no Flamengo. Quem não ia querer? O que ele entende ter sido a razão para ele não jogar no Flamengo não é a realidade. A própria nota oficial do Flamengo diz isso “, disse BAP.
A batalha interna no caso Rafinha deixou mais escancarado o desencontro entre o Ninho do Urubu e a Gávea. Embora seja uma um cenário mais complexo, com diversos personagens, Braz e BAP acabam personificando o duelo.
“Sobre minha relação com Marcos Braz, ela no dia a dia é boa. Não concordamos com tudo. Esportivamente, sou a favor da contratação do Rafinha, mas hoje não temos condições. A quem interessa essa divisão? Tem que perguntar a quem cria esse tipo de versão para fazer uma cortina de fumaça para esconder a realidade disse o vice de relações externas e membro do conselho do futebol”.
Na entrevista, BAP respondeu sobre ser alvo de críticas, e disse que pelo fato de o ano ser de eleição no Flamengo, tudo fica mais pesado.
“Isso acontece mais em anos eleitorais, e eu lido com naturalidade. É um jogo político pesado, e tenta-se atacar os pilares da gestão. Não me envolvi no Flamengo para fazer amigos, estou lá para servir ao Flamengo. Quem está dentro do clube, sabe quem é quem.”





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