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Após o empate em 0 a 0 com o Fortaleza, na Arena Castelão, no último sábado, pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo se distanciou ainda mais do líder do torneio, o São Paulo. Com 49 pontos, o rubro-negro que tem uma partida a menos, está a 7 pontos do líder e com isso, o treinador recém-chegado, Rogério Ceni, recebeu muitas críticas nas redes sociais.

No podcast Posse de Bola #86, Mauro Cezar Pereira reconhece que o time decepcionou em campo no jogo diante do Fortaleza, mas vê o incômodo com Ceni muito mais como fruto da disputa política que existe dentro do clube, algo que o jornalista já previa que poderia atrapalhar mesmo no período em que o técnico era Jorge Jesus, em janeiro deste ano.

“O Flamengo vive sempre no fogo cruzado da briga política, daqui 11 meses tem uma eleição presidencial, essa eleição já começou, o coro come dentro da própria diretoria, por isso beira à ingenuidade quando alguém fala ‘que a diretoria não escolheu bem’. A diretoria não escolhe nada, ali é uma disputa. Quem vai escolher o técnico? Quem chega na frente? As coisas são feitas assim, é troca de farpas”, diz Mauro Cezar.

“É gente que vaza, por exemplo, no domingo já tinha gente vazando em rede social e também por WhatsApp e tudo mais, que havia um movimento pela demissão do treinador, o que é uma coisa bizarra, uma coisa absurda, isso supera qualquer limite do ridículo. Movido por interesses políticos, movido por uma série de conchavos, de pessoas que querem de repente agradar A, B ou C. Isso está muito longe do CT, está muito longe do desempenho do futebol”, completa.

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