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Auxiliar de Ceni sobre troca de técnicos – ‘Não custa muito para um presidente demitir seu treinador’

Ao lado do treinador Rogério Ceni nas últimas quatro temporadas e com passagens pelo Fortaleza, Cruzeiro e São Paulo, o francês Charles Hempert já tem a experiência necessária para saber como funciona o futebol brasileiro. Agora, está há 10 dias no Ninho do Urubu como auxiliar de Ceni no Flamengo, e, em entrevista ao jornal “Le Parisien”, falou sobre a experiência.

Ao ser questionado na entrevista sobre a possibilidade de se tornar treinador principal, Charles mostrou “pés no chão” e foco no trabalho como auxiliar, lembrando que aos compatriotas que, nas principais divisões do futebol brasileiro, as comissões técnicas costumam ser trocadas em até três meses pelas diretorias.

“Não gosto de me projetar. Eu raciocino jogo após jogo. No Brasil, as coisas estão indo muito rápido. A conversa de longo prazo não é audível aqui. Hoje estamos no Flamengo mas, se as coisas correrem mal, podemos desembarcar em algumas semanas. Estou exagerando um pouco, ainda que o técnico anterior, Domènec Torrent, não tenha sobrevivido a uma derrota pesada para o Atlético Mineiro quando o clube ocupava o terceiro lugar (do Brasileirão). Após 22 dias de campeonato, já ocorreram 18 trocas de treinador nesta temporada. Apenas dois clubes mantiveram o seu. A indenização por demissão é muito baixa. Não custa muito para um presidente demitir seu treinador. No Brasil, um treinador dura em média três meses!”, afirmou em entrevista dada antes do 3 a 0 para o São Paulo, o terceiro jogo de Rogério Ceni no comando do Flamengo.

Em relação a estar no Flamengo, o auxiliar afirmou ser “incrível”, comparável no continente somente ao Boca Juniors.

“É algo incrível. Reúne mais de 40 milhões de fãs em todo o país e gera uma emoção incrível. A torcida vive pelo Flamengo. Eles respiram isso. Este clube joga, além disso, no mítico Maracanã, com um enorme simbolismo. Possui uma visibilidade que vai muito além das fronteiras do Brasil. Seu único equivalente na América do Sul é o Boca Juniors”, disse o auxiliar técnico do Rogério Ceni.

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