A polêmica partida entre Palmeiras e Flamengo, foi assunto no programa “Bem Amigos”, do canal esportivo Sportv. Logo no início do programa o apresentador, Galvão Bueno criticou as diretorias de Flamengo e Palmeiras por conta de todo imbróglio envolvendo a disputa nos bastidores. Vale lembrar que a partida estava adiada minutos antes de a bola rolar no Allianz Parque.
“O presidente do Flamengo [Rodolfo Landim] disse que se orgulhava de ter o melhor protocolo [contra a covid-19] do país, e acabou se vendo prejudicado com dezenas de infectados e não quis jogar. Vem o lado do Palmeiras, que seria até compreensível o presidente dizer que não poderia deixar de jogar, mas será que, em nenhum momento ele pensou na batalha esportiva? A princípio eu pensei o presidente [do Palmeiras] tinha sido um pouco egoísta nesse sentido”, falou o apresentador.
Logo em seguida, Galvão questionou o protocolo da Conmebol na Libertadores para a realização dos testes e completou dizendo que a entidade parece estar vivendo em uma outra realidade.
“O Flamengo jogou numa quinta e aí começaram a aparecer os infectados. Fez os exames no sábado, então aqueles que deram negativo no sábado jogaram na terça-feira. 80 horas de diferença. É esse o protocolo?”, falou.
“A Conmebol decidiu que com sete jogadores aptos o time tem que entrar em campo. Estão todos loucos ou eu estou ficando maluco? Sete jogadores para entrar em campo? Dá a impressão que não aconteceu nada no mundo. É tanta coisa absurda que você está certo, Cleber. Não tivemos nenhum vencedor”, completou.
E continuando com o debate no programa, o narrador Cléber Machado foi mais um a repudiar as diretorias, e alegou que a polêmica partida foi um jogo “sem vitória de ninguém”.
Para o narrador o futebol brasileiro está se tornando uma má notícia em meio ao caos por conta da pandemia.
“Muitos clubes estão sendo testados e estão com os testes negativos. De repente outros começam quase que um surto. Se eu tivesse decidido lá atrás, se tivesse voz na decisão, eu não teria voltado com o futebol. Entendo a questão de negócio. Mas não acho normal, 800, mil mortes por dia”, destacou.
“Lembro a discussão, cheguei a expressar aqui: se for outra má notícia pro futebol ou para o país na pandemia, futebol não pode rolar. E se está percebendo uma má notícia, no mínimo uma notícia desagradável, um clima estranho. O que me faz crer definitivamente que não temos unidade”, acrescentou.
Por Leandro Trindade
