Nos últimos três dias o Flamengo confirmou pelo menos 13 casos de coronavírus. Com 10 atletas infectados, além do vice-presidente de futebol Marcos Braz, o médico Márcio Tannure e o ex-atleta Juan, a equipe rubro-negra tem um confronto direto contra o Palmeiras no próximo domingo (27).
No entanto a diretoria entrou com um pedido na CBF para o adiamento da partida, e em entrevista à Rádio Bandeirantes, o secretário-geral da entidade, Walter Feldman, afirmou que a partida deve acontecer mesmo com os problemas enfrentados pela equipe rubro-negra.
“Nós recebemos o pedido ontem à noite, mas o jogo deve acontecer. Quando o clube tem infectados, os jogadores são separados e o time continua jogando. Só adiaria a partida se eles não tivessem a quantidade mínima pra entrar em campo, não é o caso. (…) A regra é igual pra todos. Para CBF, não há diferença entre o Flamengo, o Goiás ou o Bahia”, disse Feldman.
O Palmeiras também se mostrou contrário ao pedido do rubro-negro, que é um adversário direto da equipe paulista na briga pelo título. Por meio de suas redes sociais Maurício Galiotte, presidente da equipe alviverde disse:
“O Palmeiras é contra o adiamento da partida do próximo domingo. O protocolo adotado para a competição contempla situações desse tipo. Não há, portanto, razão para que o jogo não aconteça. O clube paulista já jogou com um adversário que estava em situação parecida. Na terceira rodada do Brasileiro, o Goiás estava com 10 jogadores afastados com coronavírus”, disse o mandatário da equipe paulista.
Rodrigo Dunshee, vice-presidente jurídico do Flamengo, falou em suas redes sociais sobre o posicionamento do Palmeiras e disse que o time “Quer levar vantagem, mesmo com risco pessoal.” Além disso, o VP do Fla acrescentou que espera da CBF uma análise justa, que leve em consideração a situação excepcional que o rubro-negro passou na viagem ao Equador.
Por Leandro Trindade






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