Sem muito tempo para digerir a humilhante derrota sofrida na última quinta-feira por 5 a 0 para o Independiente del Valle, em Quito, a equipe do Flamengo se prepara em Guayaquil visando a partida decisiva contra o Barcelona.
O elenco está em isolamento e cercado de cuidados, porém, não está imune às cobranças, que chegam de todos os lados. Sem contato com a imprensa, torcida, e poucas imagens e informações divulgadas pelo clube desde a humilhante goleada sofrida, Dome e todo o elenco estão em isolamento em busca da reabilitação. Há um consenso que todos tem muito o que conversar e corrigir para que o time volte a recuperar o ritmo perdido desde a saída de Jorge Jesus.
Com isso o duelo contra o Barcelona de Guayaquil ganhou ainda mais importância para a equipe que está em segundo lugar no grupo. No sábado (19), o vice de futebol Marcos Braz disse em entrevista coletiva que uma possível demissão de Dome não foi discutida. Porém o meio do futebol é muito dinâmico e não há garantias que o discurso será o mesmo em caso de um novo resultado negativo.
“ Eu não vou fazer análise em cima de derrota. A gente faz planejamento. Às vezes ‘bancar’ passa por uma arrogância. Quem sou eu para bancar alguém? Eu não banco ninguém. Agora, eu tenho a minha análise, eu passo minha análise para o meu presidente, para os meus companheiros de diretoria” – disse Braz.
O isolamento da equipe e membros da comissão técnica não quer dizer que eles estejam imunes às cobranças. Existe uma enorme pressão interna, o chamado “fogo amigo”, isso porque a delegação do Flamengo no Equador é grande, tanto que faltam vagas para que todos entrem no estádio por causa do protocolo de segurança.
E um dos mais ativos como não poderia deixar de ser é Luiz Eduardo Baptista, o BAP, vice-presidente de Relações Externas. Marcos Braz comentou sobre a sua relação com BAP, que é um dos defensores da saída imediata de Dome.
“Já tivemos momentos piores. A gente tem um modelo de gestão. A relação é institucional, cordial. E isso é o que interessa para o Flamengo. – comentou Braz.
Durante a coletiva, Braz também foi indagado sobre o fato de um grupo politico do clubeter emitido uma nota pedindo a demissão de Dome. Dekko Roisman, mebro do “conselhinho” do futebol, faz parte do grupo que emitiu a nota e está com a delegação no Equador.
“O que eu posso falar é o seguinte: quem tem que resolver isso é o integrante do comitê do futebol (Dekko Roisman) com o seu grupo. Como sou da política, vou dar uma sugestão: ou o grupo tira o Dekko, ou o Dekko sai do grupo – afirmou Braz.
Por Leandro Trindade






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