Em entrevista ao programa “Fox Sports Rádio” o presidente do Flamengo Rodolfo Landim falou sobre a decisão (em meio a protestos por parte da torcida) do clube em fazer uma parceria e cobrar R$ 10,00 para quem quiser acompanhar a semifinal da Taça contra o Volta Redonda neste domingo.
O dirigente explicou que acha justo o valor cobrado e, ainda alegou que pensou em uma alternativa para que o total do valor que fosse arrecadado fosse diluído para ficar mais barato para os torcedores. A partida contra o Volta Redonda será transmitida pela plataforma “MyCujoo”.
“Eu acho que é uma qualidade razoável e o preço está bem menor. Com relação ao fato de assistir outros jogos no pay-per-view, eu não sei o caso dos outros torcedores, mas eu só vejo jogo do Flamengo. A grande maioria dos torcedores compra por conta dos jogos do Flamengo. A principal demanda está focada no clube do coração.. A gente procurou um teste com essa alternativa com um valor bastante acessível. Não quisemos colocar um valor elevado no produto. Pelo Brasil, há três ou quatro pessoas por lar. Elas podem dividir e ver em conjunto. A decisão acabou para testar esse tipo de mecanismo e para futuras tomadas de decisões”, disse Landim.
Ele abordou também a questão das críticas que a diretoria vem recebendo, a diretoria entende a insatisfação dos torcedores em relação ao valor cobrado. Mas o presidente também deixou bem claro que tem que honrar com os compromissos com jogadores, comissão técnica e que o clube assim como todo mundo enfrenta uma grave crise.
“O momento é difícil para todo mundo. É difícil pro Flamengo também.. A gente tem que pagar jogadores. Tem que honrar os compromissos. E com a sua receita extremamente reduzida, sem público no estádio. E uma série de impactos econômicos também no seu orçamento (…). A gente seria ganancioso se quiséssemos maximizar a receita com valor muito alto. Se o Flamengo cobrasse R$ 50 por esse jogo, teríamos um número de pessoas vendo superior a 1/5 pagando R$ 10. O Flamengo optou por 10 reais e ter uma receita total menor, para dar acesso para um número maior de pessoas. Não se buscou maximizar lucros. Não buscamos elitizar”. – finalizou.
Por Leandro Caetano






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