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O relatório da Comissão Especial de Esportes Olímpicos e de Alto Rendimento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) recomendará que a concessão do Maracanã para Flamengo e Fluminense não seja renovada.

Administrado pelo Flamengo em parceria com o Fluminense, desde abril de 2019, a concessão estava perto de ser concedida de forma temporária (pela terceira vez) até o final do ano, quando uma licitação seria realizada para administrar o Maracanã por 35 anos.

Alexandre Knoploch, que trata como responsável pela gestão o “consórcio atual” formado por Flamengo e Fluminense, diz que “são evidentes os indícios de transgressão e sonegação fiscal”. O relatório deve ser votado até o fim do mês pela comissão e, uma vez aprovado, será encaminhado ao governo estadual e Ministério Público.

“A recomendação é de não renovar, já que são evidentes os indícios de transgressão e sonegação fiscal, e ainda falta de investimentos na infraestrutura. Neste dia tão emblemático do aniversário deste símbolo do Rio de Janeiro e do Brasil precisamos atuar com muita responsabilidade. O Maracanã é nosso, nosso patrimônio”, disse Knoploch.

“O consórcio atual teve um papel importante para a reabertura do estádio. Mas deixa a desejar e muito em vários aspectos, como as sonegações fiscais, a péssima prestação de serviços – cadeiras quebradas e estruturas – e para finalizar o preço abusivo dos ingressos criando uma casta de pessoas que têm direito a ver os jogos”, completou.

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