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Dirigente do Fla sobre isonomia – “Quando perdemos jogadores ninguém se importou”

Marcelo Cortes / Flamengo

E a volta dos torcedores do Flamengo, liberados pela prefeitura do Rio de Janeiro continua dando muito o que falar. Depois do Grêmio ameaçar não entrar em campo no duelo contra o Flamengo, válido pela Copa do Brasil, que acontecerá no próximo dia 15, a CBF marcou uma reunião para debater o assunto. Como já era de se imaginar, o movimento serviu para a entidade e todos os outros 19 clubes da elite nacional fossem contrários à liberação. O vice-presidente geral e jurídico do clube carioca, Rodrigo Dunshee, deu de ombros para mobilização dos clubes e da CBF.

O cartola concedeu uma entrevista ao programa “Seleção SporTV”, e questionou o fato de nenhum clube ter levantado a bandeira do equilíbrio quando o Mais Querido teve cinco atletas convocados e alegou que o assunto não é de competência da CBF.

“Quando o Flamengo perdeu cinco jogadores convocados e jogou desfalcado, ninguém se preocupou com o equilíbrio do campeonato. Agora surge a preocupação com esse equilíbrio? Quando o Flamengo pediu a paralisação do campeonato quando teve alguns dos seus principais jogadores sendo convocados por suas seleções na Copa América, nenhum clube pensou em isonomia”, disse Dunshee.

“É uma questão de coerência. O Flamengo entende que determinados assuntos não são da competência da CBF. Os clubes precisam sobreviver. Eu fico surpreso que a Confederação Brasileira de Futebol esteja trabalhando contra isso. O Flamengo quer fazer esses jogos porque tem uma atividade econômica exercida. Não é normal que o Flamengo aceite passivamente ficar parado sem sua torcida, sem falar a falta que faz a Nação para os jogadores. Esse não é um assunto de regulamento de futebol, é um assunto sanitário da maior importância para o nosso país, para os clubes e para o futebol. Então, acho que foi uma decisão justa e o Flamengo, por uma questão de coerência, não compareceu a reunião porque entende que é sobre o assunto que a CBF não tem competência para tratar”, completou.

A Prefeitura do Rio pretende utilizar os jogos do Flamengo como evento-testes. O Rubro-Negro foi autorizado a ter 35% de torcida no Maracanã contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, 40% também contra o Grêmio, pelo Brasileirão, e 50% contra o Barcelona, pela Libertadores.

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